Preciso fazer manutenção no meu sistema fotovoltaico???

Manutenção do sistema fotovoltaico

Os módulos fotovoltaicos podem acumular sujeiras como poeira, folhas, dejetos de aves, dentre outros resíduos. Segundo o laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos (NREL) as perdas de eficiência devido à sujeira podem chegar em até 25% em alguns casos. Dependendo da região é aconselhado a limpeza dos módulos a cada 6 a 12 meses.

Além da perda de eficiência há também outras razões para se fazer manutenção periódica. Sujeiras fixas podem causar danos irreversíveis nos módulos, como Hot Spot (ponto quente) nas células, sendo um defeito que pode danificar os módulos e não está coberto em garantia. As dilatações dos metais nas estruturas de fixação e disjuntores exigem reaperto, assim como verificações de oxidação das estruturas metálicas, e danos nos cabos e diodos de by-pass devido à animais que possam fazer ninhos embaixo dos módulos.

Na manutenção periódica do sistema também é necessário fazer a verificação dos quadros de distribuição, estruturas de fixação, cabeamento e análises termográficas para identificar possíveis falhas no sistema, assim como medições dos parâmetros elétricos garantindo o bom funcionamento, a segurança e o retorno do investimento.

Uma fina camada de poeira já pode afetar a produção em cerca de 5%. Normalmente observa-se essa perda mínima a cada 12 meses, tempo necessário para realizar a limpeza e manutenção do sistema. O custo da manutenção varia caso a caso, geralmente esse gasto é compensado com o ganho de rendimento, e ainda mantém a usina segura.

Importante contratar sempre uma empresa especializada para realizar esse tipo de serviço, exigindo qualificação técnica para trabalhar em altura (NR35), nos casos de instalações em telhados, e em instalações elétricas (NR10). Além de ser necessário o uso de ferramentas adequadas para a prestação do serviço, pois há um grande risco de comprometer a instalação.

Como Pagar seu Sistema Solar Fotovoltaico com a Economia de Energia

É indiscutível que um sistema solar fotovoltaico deve ser visto como um investimento, investindo-se no presente para colher retornos futuros de longo prazo.

Um sistema fotovoltaico dura mais de 25 anos e na verdade não há prazo máximo de duração estabelecido, muitos estimam que em condições de boa manutenção e com uma instalação e design feito por uma empresa de energia solar 100% profissional, um sistema possa durar mais de 30 anos!

A forma de pagamento que maximiza o retorno sobre o investimento (ROI) e diminui ao máximo o Payback (tempo para retorno) de um sistema solar fotovoltaico é o formato “à vista”, pois se economiza nos custos dos juros do financiamento.

Porém, podem-se montar estratégias para que o financiamento de energia solar contemple parte do sistema fotovoltaico via uma instituição bancária e a economia de energia se iguale a parcela paga, evitando que se tenham dois custos (parcela + conta de energia).

Ou seja, com a geração de energia solar, a economia gerada na conta de luz consegue pagar a parcela mensal do financiamento. Ao fim do financiamento tem-se apenas o ganho da economia gerada.

 

DETERMINANDO O PERCENTUAL DO FINANCIAMENTO DE ENERGIA SOLAR

Para se achar o ponto onde a parcela do financiamento fotovoltaico se iguala a economia do sistema é necessário que se faça “engenharia reversa”.

Primeiro, definimos qual o tamanho do sistema necessário para sua necessidade e quanto você visa gerar de energia e economizar em reais (R$).

A economia de energia deve ser igual à parcela. Sendo assim, se determinarmos o prazo do financiamento e possuirmos a taxa de juros disponível consegue-se chegar ao volume de capital financiado.

 

Financiamento Solar Fotovoltaico

Vamos supor que você gaste 2.000 kWh de energia por mês e sua tarifa seja no valor de R$ 0,67 / kWh. É possível constatar que sua conta de luz mensal média é de R$ 1.340,00 por mês (2.000×0,67).

Retirado o custo de disponibilidade de 100 kWh, podemos considerar que idealmente você buscará gerar 1900 kWh/mês e, portanto, busca uma economia de R$ 1.273,00 em sua conta.

Esse deverá ser o valor da parcela do financiamento. Confira abaixo a simulação do financiamento de 70% do valor e do Financiamento Sem Entrada, bem como suas respectivas demonstrações de fluxo de caixa:

 

Exemplo 1 – Financiando Cerca de 70% do seu Sistema Fotovoltaico pelo Cartão BNDES:

 

Investimento no Sistema Fotovoltaico: R$ 68.600,00

Prazo de Financiamento: 48 meses

Taxa de Juros Santander 48 parcelas: 1,12% ao mês

Economia = Valor da Parcela (R$ 1.273,00)

Valor Financiado: R$ 47.600

 

Ou seja, com o prazo de 48 meses, taxa de juros de 1,12% ao mês e pagamento mensal de R$ 1.273,00 conseguimos financiar o valor de R$ 47.600,00.

Dado que conseguimos financiar esse valor devemos então investir o restante do pagamento “à vista”, ou seja, como entrada.

No nosso exemplo, você tem que gerar o montante de 1.900 kWh/mês de energia. Se você estiver localizado em uma cidade com solarimetria média no Brasil, precisará de um sistema por volta de 15 kWp.

Esse sistema hoje em dia (julho/2017) tem o valor médio de R$ 68.600,00 instalado sem nenhum outro custo adicional. Lembre-se sempre de levar esse fator em consideração, afinal todos os custos devem ser considerados, tanto de equipamentos, frete, como de projetos e serviços de instalação.

No nosso exemplo teremos então R$ 47.600,00 financiados que representam 70% do valor total do sistema e iremos pagar a diferença de R$21.000,00 à vista (30%), sendo que o restante das parcelas será igual a economia que você terá na sua conta de energia!

A boa notícia é que a Valeeco possibilita o pagamento do valor “à vista” em até 3 parcelas para nossos clientes minimizando o desembolso inicial.

 

 

O mais importante é que após o 3º mês você paga as parcelas financiadas com a economia que tem de energia!

Além disso, é importante lembrar que a energia elétrica sobe todos os anos com a inflação energética, projetado em 6%, e a parcela do financiamento não. Isso faz com que a parcela se iguale à economia logo no 4º ano.

É claro que existe o pagamento por 4 anos do financiamento, mas a partir do fim desse 4º ano não há mais desembolso e o sistema se paga nos próximos 2 anos.

 

FINANCIAMENTO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO SEM ENTRADA

Outra estratégia de financiamento de energia solar que acreditamos ser muito interessante é a possibilidade de evitar o desembolso do valor da entrada.

Assumindo que você não deseje investir todo o valor do sistema à vista ou desembolsar um valor alto de entrada para que sua parcela seja igual a economizada, a solução de parcelamento sem entrada passa a ser extremamente interessante.

Dessa forma os valores desembolsados diminuem muito e após o momento em que o sistema solar fotovoltaico iniciar sua geração, através da conexão com a concessionária e troca do relógio, os pagamentos das parcelas passam a ocorrer concomitantemente com a economia de energia.

 

Exemplo 2 – Financiamento Sem Entrada:

 

Investimento no Sistema Fotovoltaico: R$ 68.600,00

Prazo de Financiamento: 48 meses

Taxa de Juros Cartão BNDES 48 parcelas: 1,12% ao mês

Valor da Parcela Financiada: R$ 2.546,30

Economia na Conta de Luz: R$ 1.273,00

 

Valor Excedente Desembolsado: R$ 1.273,30 durante 48 meses, após esse período a economia é 100% do total gerado. Além disso, quando a energia sobe esse valor diminui.

 

Valor do Excedente Desembolsado = Pagamento da Parcela – Valor Poupado (Economia na Conta)

 

Ou seja, mesmo pagando uma parcela de R$ 1.835, você está deixando de pagar R$ 1.273 reais que pagaria de conta de luz caso não gerasse sua própria energia.

O valor que está desembolsando é apenas a diferença entre um e outro.

 

 

Com a queda da Taxa Selic nos últimos meses os juros do financiamento de sistemas caíram bastante e isso aumenta ainda mais a atratividade de se comprar um sistema solar hoje.

Sempre lembrando que o valor da tarifa de energia influencia o valor da economia e o mesmo é determinado pela concessionária de energia que presta serviços em sua região.

Também existe o aspecto da incidência solar que varia de cidade para cidade. Além disso, conforme a energia sobe (e ela vai subir) essa diferença diminui, pois o valor poupado aumenta.

Observação: Simulações dos financiamento citados a cima foram feitas dia 26/07/2017.

Clique aqui e faça sua simulação…

 

Giuliano Alegretti 26/07/2017 Comments are off

BB Agro Energia

O Banco do Brasil lançou o BB Agro Energia, um novo programa de linhas de financiamento voltado para o uso de energia renováveis no meio rural, tanto para pessoas físicas, jurídicas e cooperativas.

A estimativa é que ela libere R$ 2,5 bilhões em 2017. O programa vai possibilitar a instalação de placas fotovoltaicas, aerogeradores ou biodigestores nos terrenos de modo a reduzir os custos de produção, transformá-los em autoprodutores, transferência de tecnologia ao campo e ampliação dos negócios com o setor agropecuário.As linhas que englobam o programa são as seguintes: FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp, para a agricultura empresarial; Pronaf Eco, para a agricultura familiar; e Pronaf Agroindústria e Prodecoop, para cooperativas agropecuárias. As taxas variam de 2,5% até 12,75% ao ano e o prazo médio de 10 anos. O financiamento pode ir até 100% do projeto.

De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o programa representa uma evolução para o financiamento da fonte, uma vez que o BB Agro Energia é completamente direcionado para o setor agrícola, além de ser uma ação coordenada. “O programa tem abrangência nacional, agora o foco é o agronegócio brasileiro. Isso é muito sinérgico”, afirma. O aspecto da sustentabilidade no campo também foi elogiado pelo presidente da associação. Ele também lembrou que A Absolar vem há dois anos debatendo com banco a implantação de linhas de crédito para o setor. A associação também atua junto ao banco para a abertura de uma linha de financiamento para consumidores na área urbana.

Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas. Para obter o financiamento, é necessário que os projetos devam ter até 1 MW. O financiamento também poderá comtemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede.

Fonte:Canal Energia

 

Giuliano Alegretti 21/06/2017 Comments are off

Desenvolve SP

A Linha Economia Verde financia projetos sustentáveis que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa e que minimizem o impacto da atividade produtiva no meio ambiente. Por meio de práticas sustentáveis, como redução de consumo de energia, troca de combustíveis fósseis por renováveis, ou ainda com investimentos em reflorestamento e preservação dos recursos naturais, alinhada com a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC).

Condições de Financiamento

Taxa a partir de 0,53% ao mês
Prazo até 120 meses
Carência até 24 meses

Participação

até 100% do valor dos itens financiáveis

Garantias

A Desenvolve SP fornece uma alternativa para os pequenos e médios empresários que não possuem garantias reais suficientes. Conheça mais

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Energia Fotovoltaica causando impacto social

Na África, 620 milhões de pessoas, duas vezes o tamanho dos Estados Unidos, não têm acesso à eletricidade. Muitos deles nunca viram uma lâmpada.

As enfermeiras estão tratando as pessoas no escuro e não há refrigeração para armazenar vacinas e medicamentos. Apenas 34% dos estabelecimentos de saúde dispõem de acesso à eletricidade na África Subsaariana.

 

 

Os alunos usam velas e lâmpadas de querosene em salas de aula. Apenas 35% dos alunos têm acesso à eletricidade.

As pessoas não têm acesso a água limpa porque não há energia para bombear os aquíferos. 900 crianças por dia, uma criança a cada dois minutos, morre de doenças transmitidas pela água.

Com tecnologia de energia solar israelense, estão resolvendo isso e rápido. Estão combatendo a falta de água limpa, educação, fome e doenças. Como?

Estão usando bombas com energia solar para bombear água que está presa abaixo do solo nos aquíferos em regiões onde há seca e fome. Os sistemas de bombeamento solar de água proporcionam mais de 20.000 litros de água limpa por dia por aldeia. Em toda a aldeia, há água suficiente para beber e para os sistemas de irrigação por gotejamento que trazemos de Israel, permitindo que as famílias cultivem mais alimentos com menos água.

Em clínicas médicas, instalam painéis solares para substituir lâmpadas de querosene com lâmpadas mais eficiêntes em cada sala, oferecendo aos profissionais de saúde e aos pacientes cuidados médicos adequados que eles merecem. A energia dos painéis solares permite refrigeração para armazenar adequadamente vacinas e medicamentos pela primeira vez.

Fonte: https://innoafrica.org/

O sol gerando empregos

O sol gerando empregos

O uso de fontes renováveis cresce substancialmente a cada ano, com a energia solar despontando com os melhores números. Saiba como está o emprego desta tecnologia pelo mundo, com as diferenças de investimentos e políticas dos países que lideram o setor.

A tecnologia fotovoltaica (FV) conquistou seu espaço a tal ponto que a capacidade total instalada desse tipo de energia no mundo superou os 177 GW em 2014. O valor seria suficiente para produzir pelo menos 200 TWh de eletricidade por ano, índice equivalente ao consumo energético de 56 milhões de casas europeias.

Cerca de 60% dessa capacidade foi instalada nos últimos três anos e 98% a partir de 2004. Segundo o Relatório Estado Global das Renováveis 2015, produzido pela REN 21, o mercado fotovoltaico alcançou um recorde em 2014, com a entrada em operação de 39 GW.

Mais uma vez, os três principais mercados FV foram China, Japão e Estados Unidos, seguidos pelo Reino Unido e Alemanha. Outros no top 10 de instalações FV foram França, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul e Índia. Somente cinco países adicionaram mais de 1 GW de FV em suas redes em 2014, índice inferior aos nove países que o fizeram em 2013.

Todos os países do mundo têm, em algum nível, energia solar FV em operação. Até o final de 2014, 20 países tinham pelo menos 1 GW de capacidade – mais que os 17 países de 2013. Os líderes em FV por habitante foram Alemanha, Itália, Bélgica, Grécia, República Checa e Japão.

A Ásia foi responsável pela maior parte das instalações.  Fora do continente asiático, os principais instaladores de sistemas foram Europa e América do Norte, especialmente Estados Unidos.

A América Latina é o mercado solar FV que mais cresce no mundo, embora este desenvolvimento seja desigual de país para país. Em 2014, o Chile conectou 395 MW que somaram aos 12 MW existentes. Muito do crescimento em FV do Chile está em projetos de grande porte que abastecem a indústria de mineração, bem como em grandes instalações comerciais.

México igualmente apresentou um crescimento substancial (64 MW) e o Brasil efetivou os primeiros contratos para projetos FV de grande escala (um total de 1 GW proveniente de 31 parques solares) ao final de 2014. O maior desafio do continente para o desenvolvimento do mercado FV é o acesso a financiamentos.

Energia Solar no Brasil

O sol que brilha para nós – Não há um símbolo tão brasileiro quanto o sol: a cor que ilumina nossas festas, o calor que faz nosso povo tão acolhedor e, porque não, a energia que ilumina nossas casas?

O país possui um grande potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica (FV), é 40% menor do que na região menos ensolarada da Brasil. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.500 Wh/m2 a 6.300 Wh/m2 no país.

Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar nossas indústrias, casas e edifícios. Como o país já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a melhor integração da energia solar FV seria como fonte complementar, aproximando a geração do consumo e reduzindo assim perdas com transmissão.

A publicação da Resolução Normativa 482 em abril de 2012, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ampliou essas possibilidades, pois reduziu as barreiras para a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede de distribuição. Saiba mais em nosso Guia de Microgeradores Fotovoltaicos, clicando aqui.

Se nas cidades há vastas áreas sobre as edificações para a instalação de painéis fotovoltaicos, no meio rural, essa fonte energética é a opção mais limpa e segura para levar eletricidade a comunidades isoladas e de difícil acesso.

Além disso, o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo. Isso faz com que o país seja um local privilegiado para desenvolver uma indústria local de produção de células solares, gerando empregos e retorno em impostos pagos. Para isso, seria preciso investir em pesquisas para desenvolver um conhecimento de purificação do silício até o chamado “grau solar”, que é superior ao do silício empregado na siderurgia.

Ilustração: Carol Rivello

Gerar eletricidade a partir do sol. Como isso é possível?

Gerar eletricidade a partir do sol. Como isso é possível?

O raio solar é transformado em eletricidade em uma célula fotovoltaica, fabricada com materiais chamados de semicondutores. O mais utilizado é o silício. A luz solar é pura energia, composta de pequenos elementos denominados fótons. Quando os fótons atingem a célula fotovoltaica, parte deles é absorvida. Esses fótons despertam os elétrons do material semicondutor, gerando assim eletricidade.

Quanto maior a intensidade da luz solar, maior o fluxo da eletricidade.

A eletricidade gerada pelas células está em corrente contínua, que pode ser imediatamente usada ou armazenada em baterias.  Em sistemas conectados à rede, a energia gerada precisa passar por um equipamento chamado inversor, que irá converter a corrente contínua em alternada com as características (freqüência, conteúdo de harmônicos, forma da onda, etc) necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia que não for consumida pode também ser lançada na rede.

O material mais comumente utilizado é o silício. Por ser o segundo elemento mais abundante da face da terra, não há limites com relação à matéria-prima para produção de células solares.

Brasil ultrapassa 1GW de potência em geração distribuída

O Brasil ultrapassou a marca de 1GW de potência instalada em geração distribuída. Essa forma de gerar energia é permitida no Brasil desde a Resolução Normativa 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e avançou em suas regulamentações com REN 687, que trouxe uma avanço sócio-econômico-ambiental à sociedade brasileira. Apesar desse avanço estamos 20 anos atrasados com relação à Alemanha, que desde 1992 já estava regularizando sua geração distribuída.

A descentralização de estruturas econômicas faz parte de uma nova era em nossa sociedade. Assim como o Uber e Airbnb, o sistema de geração distribuída permitiu o “empoderamento” do consumidor, pois quem escolhe aonde e como gerar sua própria energia é o consumidor. Trata-se de uma ruptura de mercado, gerando uma segunda opção de adquiri energia, além do processo de concessão que nos obriga a comprar à um preço único, sem poder de barganha, no qual define-se com um nome sugestivo, mercado cativo.

Entretanto, ainda estamos aquém do que somos capazes de produzir. O Brasil é um país com uma capacidade enorme em geração solar fotovoltaica, uma fonte democrática, podendo ser instalado em vários telhados em qualquer região do país com ótima viabilidade econômica, e ainda sustentável. É por isso que a energia fotovoltaica é a mais utilizada na geração distribuída no país com 82,6 mil micros e minis usinas e cerca de 870 megawatts (MW) de potência instalada. Mas precisamos evoluir mais em políticas pública, oferecendo créditos com melhores taxas, gerando mais emprego e acelerando a economia. Estamos em uma fase de quedas de juros, nada mais justo investir em geração de energia limpa que traz benefícios para toda a sociedade. Precisamos atingir um ponto de inflexão no qual as parcelas do financiamento sejam menores que o valor da conta de energia, isso certamente permitirá mais consumidores a gerar sua própria energia.

Por fim, visivelmente estamos em um processo evolutivo. Porém precisamos avançar ainda mais em regulação, melhores taxas de financiamento e políticas públicas para atingir uma maior representatividade da geração distribuída, que apesar de 1GW representa um pouco mais de 1% da capacidade instalada no Brasil.

Giuliano Alegretti 02/08/2019 Comments are off

Redução de gastos na conta de luz pode chegar a 95% com energia solar fotovoltaica

A geração solar fotovoltaica em telhados e terrenos pode aliviar o bolso dos consumidores brasileiros e garantir uma economia de até 95% na conta de luz de cidadãos, empresas e governos, aponta levantamento recente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Segundo a entidade, o Brasil possui atualmente 71.701 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 88.741 unidades consumidoras. Ao todo, são mais de 735 megawatts (MW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da energia solar é impulsionado por três fatores: a forte redução de mais de 83% no preço dos equipamentos desde 2010; o expressivo aumento nas tarifas de energia elétrica e o crescimento da responsabilidade ambiental dos consumidores. “O setor crescerá aceleradamente nos próximos anos. O Brasil possui mais de 83 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população e das empresas em aproveitar seus telhados para gerar energia a partir do sol. Ninguém aguenta mais os aumentos abusivos na conta de luz”, ressalta Koloszuk.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Brasil é uma nação solar por natureza, com condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área. “A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País”, diz Sauaia. Absolar

Giuliano Alegretti 31/05/2019 Comments are off