Como Pagar seu Sistema Solar Fotovoltaico com a Economia de Energia

É indiscutível que um sistema solar fotovoltaico deve ser visto como um investimento, investindo-se no presente para colher retornos futuros de longo prazo.

Um sistema fotovoltaico dura mais de 25 anos e na verdade não há prazo máximo de duração estabelecido, muitos estimam que em condições de boa manutenção e com uma instalação e design feito por uma empresa de energia solar 100% profissional, um sistema possa durar mais de 30 anos!

A forma de pagamento que maximiza o retorno sobre o investimento (ROI) e diminui ao máximo o Payback (tempo para retorno) de um sistema solar fotovoltaico é o formato “à vista”, pois se economiza nos custos dos juros do financiamento.

Porém, podem-se montar estratégias para que o financiamento de energia solar contemple parte do sistema fotovoltaico via uma instituição bancária e a economia de energia se iguale a parcela paga, evitando que se tenham dois custos (parcela + conta de energia).

Ou seja, com a geração de energia solar, a economia gerada na conta de luz consegue pagar a parcela mensal do financiamento. Ao fim do financiamento tem-se apenas o ganho da economia gerada.

 

DETERMINANDO O PERCENTUAL DO FINANCIAMENTO DE ENERGIA SOLAR

Para se achar o ponto onde a parcela do financiamento fotovoltaico se iguala a economia do sistema é necessário que se faça “engenharia reversa”.

Primeiro, definimos qual o tamanho do sistema necessário para sua necessidade e quanto você visa gerar de energia e economizar em reais (R$).

A economia de energia deve ser igual à parcela. Sendo assim, se determinarmos o prazo do financiamento e possuirmos a taxa de juros disponível consegue-se chegar ao volume de capital financiado.

 

Financiamento Solar Fotovoltaico

Vamos supor que você gaste 2.000 kWh de energia por mês e sua tarifa seja no valor de R$ 0,67 / kWh. É possível constatar que sua conta de luz mensal média é de R$ 1.340,00 por mês (2.000×0,67).

Retirado o custo de disponibilidade de 100 kWh, podemos considerar que idealmente você buscará gerar 1900 kWh/mês e, portanto, busca uma economia de R$ 1.273,00 em sua conta.

Esse deverá ser o valor da parcela do financiamento. Confira abaixo a simulação do financiamento de 70% do valor e do Financiamento Sem Entrada, bem como suas respectivas demonstrações de fluxo de caixa:

 

Exemplo 1 – Financiando Cerca de 70% do seu Sistema Fotovoltaico pelo Cartão BNDES:

 

Investimento no Sistema Fotovoltaico: R$ 68.600,00

Prazo de Financiamento: 48 meses

Taxa de Juros Santander 48 parcelas: 1,12% ao mês

Economia = Valor da Parcela (R$ 1.273,00)

Valor Financiado: R$ 47.600

 

Ou seja, com o prazo de 48 meses, taxa de juros de 1,12% ao mês e pagamento mensal de R$ 1.273,00 conseguimos financiar o valor de R$ 47.600,00.

Dado que conseguimos financiar esse valor devemos então investir o restante do pagamento “à vista”, ou seja, como entrada.

No nosso exemplo, você tem que gerar o montante de 1.900 kWh/mês de energia. Se você estiver localizado em uma cidade com solarimetria média no Brasil, precisará de um sistema por volta de 15 kWp.

Esse sistema hoje em dia (julho/2017) tem o valor médio de R$ 68.600,00 instalado sem nenhum outro custo adicional. Lembre-se sempre de levar esse fator em consideração, afinal todos os custos devem ser considerados, tanto de equipamentos, frete, como de projetos e serviços de instalação.

No nosso exemplo teremos então R$ 47.600,00 financiados que representam 70% do valor total do sistema e iremos pagar a diferença de R$21.000,00 à vista (30%), sendo que o restante das parcelas será igual a economia que você terá na sua conta de energia!

A boa notícia é que a Valeeco possibilita o pagamento do valor “à vista” em até 3 parcelas para nossos clientes minimizando o desembolso inicial.

 

 

O mais importante é que após o 3º mês você paga as parcelas financiadas com a economia que tem de energia!

Além disso, é importante lembrar que a energia elétrica sobe todos os anos com a inflação energética, projetado em 6%, e a parcela do financiamento não. Isso faz com que a parcela se iguale à economia logo no 4º ano.

É claro que existe o pagamento por 4 anos do financiamento, mas a partir do fim desse 4º ano não há mais desembolso e o sistema se paga nos próximos 2 anos.

 

FINANCIAMENTO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO SEM ENTRADA

Outra estratégia de financiamento de energia solar que acreditamos ser muito interessante é a possibilidade de evitar o desembolso do valor da entrada.

Assumindo que você não deseje investir todo o valor do sistema à vista ou desembolsar um valor alto de entrada para que sua parcela seja igual a economizada, a solução de parcelamento sem entrada passa a ser extremamente interessante.

Dessa forma os valores desembolsados diminuem muito e após o momento em que o sistema solar fotovoltaico iniciar sua geração, através da conexão com a concessionária e troca do relógio, os pagamentos das parcelas passam a ocorrer concomitantemente com a economia de energia.

 

Exemplo 2 – Financiamento Sem Entrada:

 

Investimento no Sistema Fotovoltaico: R$ 68.600,00

Prazo de Financiamento: 48 meses

Taxa de Juros Cartão BNDES 48 parcelas: 1,12% ao mês

Valor da Parcela Financiada: R$ 2.546,30

Economia na Conta de Luz: R$ 1.273,00

 

Valor Excedente Desembolsado: R$ 1.273,30 durante 48 meses, após esse período a economia é 100% do total gerado. Além disso, quando a energia sobe esse valor diminui.

 

Valor do Excedente Desembolsado = Pagamento da Parcela – Valor Poupado (Economia na Conta)

 

Ou seja, mesmo pagando uma parcela de R$ 1.835, você está deixando de pagar R$ 1.273 reais que pagaria de conta de luz caso não gerasse sua própria energia.

O valor que está desembolsando é apenas a diferença entre um e outro.

 

 

Com a queda da Taxa Selic nos últimos meses os juros do financiamento de sistemas caíram bastante e isso aumenta ainda mais a atratividade de se comprar um sistema solar hoje.

Sempre lembrando que o valor da tarifa de energia influencia o valor da economia e o mesmo é determinado pela concessionária de energia que presta serviços em sua região.

Também existe o aspecto da incidência solar que varia de cidade para cidade. Além disso, conforme a energia sobe (e ela vai subir) essa diferença diminui, pois o valor poupado aumenta.

Observação: Simulações dos financiamento citados a cima foram feitas dia 26/07/2017.

Clique aqui e faça sua simulação…

 

Giuliano Alegretti 26/07/2017
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BB Agro Energia

O Banco do Brasil lançou o BB Agro Energia, um novo programa de linhas de financiamento voltado para o uso de energia renováveis no meio rural, tanto para pessoas físicas, jurídicas e cooperativas.

A estimativa é que ela libere R$ 2,5 bilhões em 2017. O programa vai possibilitar a instalação de placas fotovoltaicas, aerogeradores ou biodigestores nos terrenos de modo a reduzir os custos de produção, transformá-los em autoprodutores, transferência de tecnologia ao campo e ampliação dos negócios com o setor agropecuário.As linhas que englobam o programa são as seguintes: FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp, para a agricultura empresarial; Pronaf Eco, para a agricultura familiar; e Pronaf Agroindústria e Prodecoop, para cooperativas agropecuárias. As taxas variam de 2,5% até 12,75% ao ano e o prazo médio de 10 anos. O financiamento pode ir até 100% do projeto.

De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o programa representa uma evolução para o financiamento da fonte, uma vez que o BB Agro Energia é completamente direcionado para o setor agrícola, além de ser uma ação coordenada. “O programa tem abrangência nacional, agora o foco é o agronegócio brasileiro. Isso é muito sinérgico”, afirma. O aspecto da sustentabilidade no campo também foi elogiado pelo presidente da associação. Ele também lembrou que A Absolar vem há dois anos debatendo com banco a implantação de linhas de crédito para o setor. A associação também atua junto ao banco para a abertura de uma linha de financiamento para consumidores na área urbana.

Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas. Para obter o financiamento, é necessário que os projetos devam ter até 1 MW. O financiamento também poderá comtemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede.

Fonte:Canal Energia

 

Giuliano Alegretti 21/06/2017
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Desenvolve SP

A Linha Economia Verde financia projetos sustentáveis que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa e que minimizem o impacto da atividade produtiva no meio ambiente. Por meio de práticas sustentáveis, como redução de consumo de energia, troca de combustíveis fósseis por renováveis, ou ainda com investimentos em reflorestamento e preservação dos recursos naturais, alinhada com a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC).

Condições de Financiamento

Taxa a partir de 0,53% ao mês
Prazo até 120 meses
Carência até 24 meses

Participação

até 100% do valor dos itens financiáveis

Garantias

A Desenvolve SP fornece uma alternativa para os pequenos e médios empresários que não possuem garantias reais suficientes. Conheça mais

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