Redução de gastos na conta de luz pode chegar a 95% com energia solar fotovoltaica

A geração solar fotovoltaica em telhados e terrenos pode aliviar o bolso dos consumidores brasileiros e garantir uma economia de até 95% na conta de luz de cidadãos, empresas e governos, aponta levantamento recente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Segundo a entidade, o Brasil possui atualmente 71.701 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 88.741 unidades consumidoras. Ao todo, são mais de 735 megawatts (MW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da energia solar é impulsionado por três fatores: a forte redução de mais de 83% no preço dos equipamentos desde 2010; o expressivo aumento nas tarifas de energia elétrica e o crescimento da responsabilidade ambiental dos consumidores. “O setor crescerá aceleradamente nos próximos anos. O Brasil possui mais de 83 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população e das empresas em aproveitar seus telhados para gerar energia a partir do sol. Ninguém aguenta mais os aumentos abusivos na conta de luz”, ressalta Koloszuk.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o Brasil é uma nação solar por natureza, com condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área. “A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País”, diz Sauaia. Absolar

Giuliano Alegretti 31/05/2019
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Energia Fotovoltaica causando impacto social

Na África, 620 milhões de pessoas, duas vezes o tamanho dos Estados Unidos, não têm acesso à eletricidade. Muitos deles nunca viram uma lâmpada.

As enfermeiras estão tratando as pessoas no escuro e não há refrigeração para armazenar vacinas e medicamentos. Apenas 34% dos estabelecimentos de saúde dispõem de acesso à eletricidade na África Subsaariana.

 

 

Os alunos usam velas e lâmpadas de querosene em salas de aula. Apenas 35% dos alunos têm acesso à eletricidade.

As pessoas não têm acesso a água limpa porque não há energia para bombear os aquíferos. 900 crianças por dia, uma criança a cada dois minutos, morre de doenças transmitidas pela água.

Com tecnologia de energia solar israelense, estão resolvendo isso e rápido. Estão combatendo a falta de água limpa, educação, fome e doenças. Como?

Estão usando bombas com energia solar para bombear água que está presa abaixo do solo nos aquíferos em regiões onde há seca e fome. Os sistemas de bombeamento solar de água proporcionam mais de 20.000 litros de água limpa por dia por aldeia. Em toda a aldeia, há água suficiente para beber e para os sistemas de irrigação por gotejamento que trazemos de Israel, permitindo que as famílias cultivem mais alimentos com menos água.

Em clínicas médicas, instalam painéis solares para substituir lâmpadas de querosene com lâmpadas mais eficiêntes em cada sala, oferecendo aos profissionais de saúde e aos pacientes cuidados médicos adequados que eles merecem. A energia dos painéis solares permite refrigeração para armazenar adequadamente vacinas e medicamentos pela primeira vez.

Fonte: https://innoafrica.org/

O sol gerando empregos

O sol gerando empregos

O uso de fontes renováveis cresce substancialmente a cada ano, com a energia solar despontando com os melhores números. Saiba como está o emprego desta tecnologia pelo mundo, com as diferenças de investimentos e políticas dos países que lideram o setor.

A tecnologia fotovoltaica (FV) conquistou seu espaço a tal ponto que a capacidade total instalada desse tipo de energia no mundo superou os 177 GW em 2014. O valor seria suficiente para produzir pelo menos 200 TWh de eletricidade por ano, índice equivalente ao consumo energético de 56 milhões de casas europeias.

Cerca de 60% dessa capacidade foi instalada nos últimos três anos e 98% a partir de 2004. Segundo o Relatório Estado Global das Renováveis 2015, produzido pela REN 21, o mercado fotovoltaico alcançou um recorde em 2014, com a entrada em operação de 39 GW.

Mais uma vez, os três principais mercados FV foram China, Japão e Estados Unidos, seguidos pelo Reino Unido e Alemanha. Outros no top 10 de instalações FV foram França, Austrália, Coreia do Sul, África do Sul e Índia. Somente cinco países adicionaram mais de 1 GW de FV em suas redes em 2014, índice inferior aos nove países que o fizeram em 2013.

Todos os países do mundo têm, em algum nível, energia solar FV em operação. Até o final de 2014, 20 países tinham pelo menos 1 GW de capacidade – mais que os 17 países de 2013. Os líderes em FV por habitante foram Alemanha, Itália, Bélgica, Grécia, República Checa e Japão.

A Ásia foi responsável pela maior parte das instalações.  Fora do continente asiático, os principais instaladores de sistemas foram Europa e América do Norte, especialmente Estados Unidos.

A América Latina é o mercado solar FV que mais cresce no mundo, embora este desenvolvimento seja desigual de país para país. Em 2014, o Chile conectou 395 MW que somaram aos 12 MW existentes. Muito do crescimento em FV do Chile está em projetos de grande porte que abastecem a indústria de mineração, bem como em grandes instalações comerciais.

México igualmente apresentou um crescimento substancial (64 MW) e o Brasil efetivou os primeiros contratos para projetos FV de grande escala (um total de 1 GW proveniente de 31 parques solares) ao final de 2014. O maior desafio do continente para o desenvolvimento do mercado FV é o acesso a financiamentos.

Energia Solar no Brasil

O sol que brilha para nós – Não há um símbolo tão brasileiro quanto o sol: a cor que ilumina nossas festas, o calor que faz nosso povo tão acolhedor e, porque não, a energia que ilumina nossas casas?

O país possui um grande potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica (FV), é 40% menor do que na região menos ensolarada da Brasil. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.500 Wh/m2 a 6.300 Wh/m2 no país.

Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar nossas indústrias, casas e edifícios. Como o país já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a melhor integração da energia solar FV seria como fonte complementar, aproximando a geração do consumo e reduzindo assim perdas com transmissão.

A publicação da Resolução Normativa 482 em abril de 2012, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ampliou essas possibilidades, pois reduziu as barreiras para a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede de distribuição. Saiba mais em nosso Guia de Microgeradores Fotovoltaicos, clicando aqui.

Se nas cidades há vastas áreas sobre as edificações para a instalação de painéis fotovoltaicos, no meio rural, essa fonte energética é a opção mais limpa e segura para levar eletricidade a comunidades isoladas e de difícil acesso.

Além disso, o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo. Isso faz com que o país seja um local privilegiado para desenvolver uma indústria local de produção de células solares, gerando empregos e retorno em impostos pagos. Para isso, seria preciso investir em pesquisas para desenvolver um conhecimento de purificação do silício até o chamado “grau solar”, que é superior ao do silício empregado na siderurgia.

Ilustração: Carol Rivello

Gerar eletricidade a partir do sol. Como isso é possível?

Gerar eletricidade a partir do sol. Como isso é possível?

O raio solar é transformado em eletricidade em uma célula fotovoltaica, fabricada com materiais chamados de semicondutores. O mais utilizado é o silício. A luz solar é pura energia, composta de pequenos elementos denominados fótons. Quando os fótons atingem a célula fotovoltaica, parte deles é absorvida. Esses fótons despertam os elétrons do material semicondutor, gerando assim eletricidade.

Quanto maior a intensidade da luz solar, maior o fluxo da eletricidade.

A eletricidade gerada pelas células está em corrente contínua, que pode ser imediatamente usada ou armazenada em baterias.  Em sistemas conectados à rede, a energia gerada precisa passar por um equipamento chamado inversor, que irá converter a corrente contínua em alternada com as características (freqüência, conteúdo de harmônicos, forma da onda, etc) necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia que não for consumida pode também ser lançada na rede.

O material mais comumente utilizado é o silício. Por ser o segundo elemento mais abundante da face da terra, não há limites com relação à matéria-prima para produção de células solares.